O êxito das guitarras de tampo arqueado






Por vezes, as guitarras eram fabricadas por encomenda, embora cada casa possuísse um vasto leque de modelos para escolher. É o caso das guitarras Stromberg, que no início eram construídas somente por pedidos expressos dos músicos, embora entre as décadas de 1930 e 1950, graças ao aumento da popularidade desses instrumentos entre os intérpretes de jazz, optaram por um catálogo com sete modelos básicos.
Tentativas de amplificação
Entre 1920 e 1930, ocorreram numerosas tentativas de aumentar o volume da guitarra sem que esta perdesse a musicalidade própria da guitarra acústica.
Lloyd Loar, empregado de Orville Gibson entre os anos 1919 e 1924, também começou a experimentar a amplificação elétrica da guitarra.
Lloyd Loar, empregado de Orville Gibson entre os anos 1919 e 1924, também começou a experimentar a amplificação elétrica da guitarra.
O desenvolvimento da guitarra de tampo arqueado (seu volume já competia com os demais instrumentos numa banda numerosa) e o virtuosismo de alguns dos seus intérpretes fez com que o instrumento começasse a ter reconhecimento.
No entanto, apesar da rápida aceitação nas bandas como integrante da seção rítmica, o reconhecimento como importante instrumento solista chegou somente mais tarde.
O fato é que, nas gravações da década de 1930, o destaque da guitarra sobre os demais membros da banda ainda se conseguia de modo artificial através da colocação de um microfone, recurso este que não se podia ignorar em apresentações ao vivo. Assim, até o final desta década, quando os instrumentos musicais começaram a estar ao alcance de todos, somente as pequenas formações permitiam o uso da guitarra como solista.
O aparecimento no mercado dos primeiros exemplares de guitarras elétrica ocorreu em 1931 graças a Adolph Rickenbacker, um fabricante de instrumentos nascido na Suíça no final do século XIX que se estabeleceu em Los Angeles por volta de 1920. Uma das primeiras elétricas construídas por Rickenbacker foi a Electro Spanish, fabricada entre 1932 e 1935, e que possivelmente foi a primeira guitarra eletroacústica da história. Na realidade, tratava-se de protótipos acústicos com cordas normais que incorporavam um fonocaptador elétrico e seletores na caixa. Em 1936, apareceu no mercado a Gibson ES150, uma guitarra eletroacústica de tampo arqueado que se estabelecera como o modelo padrão de jazz.
A partir de então e até a década de 1940, alguns instrumentistas encarregaram-se de explorar as qualidades sonoras da guitarra elétrica, que se tornou o modelo próprio da tradição do jazz. Ainda assim, a guitarra acústica não abandonou o jazz; o seu tom íntimo e quente, que apesar de tudo a amplificação não tinha conseguido preservar, tornavam-na especialmente indicada para as apresentações em grupos reduzidos.
O fato é que, nas gravações da década de 1930, o destaque da guitarra sobre os demais membros da banda ainda se conseguia de modo artificial através da colocação de um microfone, recurso este que não se podia ignorar em apresentações ao vivo. Assim, até o final desta década, quando os instrumentos musicais começaram a estar ao alcance de todos, somente as pequenas formações permitiam o uso da guitarra como solista.


- Google Books;
- guitarhq.com;
- Selmer;
- Rickenbacker;