domingo, 25 de dezembro de 2016

Merry Christmas!!!

   Olá pessoal.

  Enquanto organizava meu computador, encontrei um vídeo que fiz no ano de 2011. Decidi compartilhar hoje em decorrência da data. Espero que gostem.

   Desejo que tenham paz e esbanjem saúde.

   Grande abraço a todos e um FELIZ NATAL!!!



   

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dia dos Músicos e da Música

   Hoje é o dia daqueles(as) que transformam seu amor em trabalho, e por quê não dizer, cumprem o seu trabalho com amor. 
   
   E para celebrar esse dia, compartilho um breve relato sobre Santa Cecília, a padroeira dos músicos.
   Desde o século XV, Cecília é considerada a padroeira dos músicos e da música. Sua festa é celebrada no dia 22 de novembro, mesmo dia dedicado à música e aos músicos.
   Não se sabe ao certo o ano de nascimento de Santa Cecília, mas acredita-se que ela foi condenada a morte por decapitação por volta de 176 e 180 d.C., em Roma. 
   Dizem que o prefeito de Roma ordenou a um de seus carrascos que decapitasse a moça, porém, mesmo depois de ter dado três golpes no pescoço, não conseguiu separar a cabeça do corpo. A jovem ainda permaneceu viva por três dias antes de finalmente morrer.
   Sua história foi registrada somente século V, e seu corpo incorrupto foi descoberto em 1599. Ela é conhecida como a primeira santa cujo corpo experimentou o fenômeno da incorruptibilidade.


    Mas quem é considerado músico?


   Normalmente, adota-se o termo músico quando nos referimos  a qualquer pessoa ligada diretamente à música, em caráter profissional ou amador, exercendo alguma função no campo da música, como: tocar um instrumento, cantar, escrever arranjos, compor, reger, lecionar, entre outras.
   No livro Música LTDA, o autor Leonardo Salazar expõe um interessante ponto de vista em relação ao grau de profissionalização dos músicos.
   O autor propõe uma classificação focada no retorno financeiro, deixando de lado a formação acadêmica, duração da carreira, qualidade artística ou qualquer outra valoração de natureza estética, técnica ou moral. Ele cita a existência de três estágios na carreira do músico.

   Amador:  exerce outra atividade econômica para se sustentar, sendo a música é uma atividade extra, exercida sem ou com remuneração inconstante.
   Semiprofissional: precisa de outra atividade remunerada para complementar suas receitas correntes, a fim de equilibrar seu orçamento. Seu tempo é dividido entre a música e outra atividade.
   Profissional: vive da música, e a música é sua principal fonte de renda, capaz de arcar com todos os custos pessoais e contribuir para o sustento da sua família. A música tem prioridade na sua agenda. 

   Sugiro a leitura da postagem anterior..."Depoimento da Esposa de um Músico".
  



Música LTDA. O Negócio da Música para Empreendedores (Leonardo Salazar);
Sites_________________________________________:
http://www.cruzterrasanta.com.br/
https://pt.wikipedia.org
http://www.megacurioso.com.br/

Depoimento da Esposa de um Músico

   Antes de iniciarmos a postagem, vejamos algumas definições para a palavra "ignorância":
   1. estado de quem não está a par da existência ou ocorrência de algo;
   2. estado de quem não tem conhecimento, cultura, por falta de estudo, experiência ou prática.
   3. atitude grosseira; grosseria, incivilidade.
   4 condição da pessoa que não tem conhecimento da existência ou da funcionalidade de algo.

   Há um tempo atrás, alguns alunos compartilharam comigo esta carta, e penso ser injusto deixar esse escrito cair no anonimato. Acredito que esta leitura poderá ajudar algumas pessoas a saírem do estado de ignorância em relação a profissão músico. Prosseguiremos...

   Alguns ignorantes perguntaram a esposa:
   " Ele trabalha com o quê?"
   " Ele só toca?"
   " Ele é só um músico?"

    A resposta foi a seguinte:

   "Essas são apenas algumas frases que já ouvi enquanto estava na noite acompanhando meu marido no seu trabalho. Talvez, na hora, para evitar "esticar o chiclete" eu tenha apenas respondido "sim" ou "não", com um sorriso bem amarelo no rosto.
   Mas essa é a resposta correta para todos que já me fizeram tal pergunta infeliz:
   Ele não somente toca e muito menos é "só" músico. Ele ensaia, passa horas em casa concentrado pra tirar aquela música cheia de solos minuciosos que com certeza você adora ouvir enquanto você toma sua cerveja gelada.


   Para isso ele precisa ouvir, tirar, memorizar... Fora isso, depois é preciso ensaiar com a banda no estúdio, para que tudo tenha harmonia. Muitas vezes passa praticamente todos os finais de semana longe de casa, para que você possa curtir o casamento alegre, um barzinho com som legal e de qualidade, ou uma formatura inesquecível.
   Ele é quem faz aquela linda musica, pra que você dê aquele beijo apaixonado na namorada, ou no namorado... enquanto ele mesmo apenas pode olhar e desejar felicidade ao casal... E ele não é só músico.
   E se eu me importo? Eu realmente não me importo, eu me orgulho, o que é bem diferente, porque ele tem a coragem de poucos, a coragem de fazer o que ama.
   Porque ao contrário do que muitos pensam, a noite do músico não é só festa e bebida.
   Aquele cachê do final da noite (o pouco que ganha e quando pagam), tem destino certo: as contas de água, luz, telefone, escola, transporte, enfim... igualzinho a todos!
   A diferença é que não dá pra curtir o rolê com a namorada, esposa, família, porque enquanto a maioria esta fazendo isso, ele está trabalhando.
   Então ele não somente toca e ele não é somente músico. Ele realmente toca e sua PROFISSÃO É MÚSICO.
   E isso não faz dele, nem melhor, nem pior do que ninguém, até porque ninguém pergunta: Você é só medico? ou, só advogado? ou só vendedor? Então... o "só" já pode ser excluído dessa frase, porque eu me orgulho muito de ter um esposo músico, e de ter muitos amigos músicos .
   Ok... acho que respondido!"
   Muitas pessoas estão PRECISANDO ler essa resposta.


   (Simone Araújo/Paulo Roberto)

domingo, 30 de outubro de 2016

Música no Cinema

  Em 1895, Arrivée d'un train em gare à La Ciotat (Chegada de um trem à estação da Ciotat) dos irmãos Lumière, foi a primeira projeção de cinema da história. Nestes poucos segundos de imagens, já podemos perceber um acompanhamento de piano.



   Do início do cinema até 1927, durante a época do cinema mudo, os filmes eram acompanhados por pequenas orquestras ou por um pianista ao vivo, tocando em sincronia com o que ocorria na tela. A movimentação de músicos para acompanhar os filmes foi tão grande, que a rede de cinemas Loew's, em Nova York, empregava seiscentos músicos de orquestra, duzentos organistas e tinha um repertório de cinquenta mil partituras próprias para cada cena!
   Imagine você que a introdução do som no cinema foi mais revolucionária que a chegada da cor!


   Mesmo com todo esse histórico relacional entre som e imagem, possivelmente no momento em que assistimos um filme não notamos a importante relação entre ambas artes. Para melhor sentirmos este significativo vínculo, sigamos as palavras da lenda do cinema, David Wark Griffith:
   "Veja um filme em silêncio e depois o veja outra vez com os olhos e ouvidos. A música dá o clima para o que os seus olhos veem, guia suas emoções, é a moldura emocional para o que as imagens mostram".

   A trilha sonora é a arte de expressar imagens e emoções em notas musicais. É todo o conjunto sonoro de um filme, desde a música até os efeitos especiais de áudio. A trilha sonora é constantemente usada em novelas, seriados, documentários, filmes, entre outras.
Com certeza, no cinema, imagens e sons estão intrinsecamente ligados, e diga-se de passagem que o cinema não teria o mesmo efeito com a ausência da música.
   A trilha sonora produzida para o cinema, é o momento em que os compositores colocam além dos seus recursos técnicos, a sensibilidade a serviço da arte da imagem em movimento. O compositor de trilhas sonoras cria uma música especialmente para o filme.
   Normalmente ele assiste ao filme pronto e posteriormente inicia a composição, transformando fatos e emoções em música. O compositor e o diretor do filme trabalham juntos da mesma maneira que o compositor e o libretista fazem na produção de uma ópera. Contudo, quem decide quais cenas serão musicadas é o diretor.
   Também é comum na trilha sonora de um filme, usar músicas de outros compositores, e dos mais variados gêneros. Eis alguns exemplos:
   Na trilha sonora do filme Fantasia, de Walt Disney, temos oportunidade de ouvir obras de grandes compositores. É interessante saber que nesse desenho animado, a imagem descreveu a música pela primeira vez.
   No filme Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), os compositores André Abujamra (1965) e Armando Souza utilizaram a Marcha Nupcial de Mendelssohn, sons de berimbau e Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu.

   Alguns compositores


   - Marco Antônio Guimarães (1948), compositor brasileiro e criador do grupo Uakti, compôs uma original trilha dos filmes Bicho de Sete Cabeças (2001) e Carandiru (2003).


  - David Tygel (1949) é outro compositor brasileiro muito premiado. Fez a trilha sonora dos filmes Doida Demais (1989) e Dois Perdidos em uma Noite Suja (2002).


   Entre os compositores internacionais, vale a pena você conhecer:




 - John Williams (1932) - americano, é um dos mais famosos compositores de trilha sonora. É um grande parceiro do diretor de cinema Spielberg. As trilhas sonoras de Tubarão, Superman, Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, E.T. o Extraterrestre,  Harry Potter, Parque dos Dinossauros e Guerra dos Mundos fizeram tanto sucesso quanto os próprios filmes; 

- Howard Shore (1946) - canadense, é autor das trilhas sonoras dos filmes O Senhor dos Anéis, O Silêncio dos Inocentes e Filadéfia.


- James Newton Howard (1951) - americano, é autor das trilhas sonoras dos filmes Uma Linda Mulher, O Sexto Sentido e King Kong.

- Tan Dun (1957) - chinês, é compositor de ópera e música clássica contemporânea e fez uma extraordinária trilha para o filme O Tigre e o Dragão.



A Música e Sua Relação com Outras Artes - Clarice Miranda e Liana Justus

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ECAD

 Ecad, o que é isso?


  O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) é uma instituição privada sem fins lucrativos, criada pela Lei 5.988/73 para centralizar a arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública musical, como também a documentação de obras musicais e de fonogramas no Brasil.
  A instituição é administrada por uma superintendência que executará as determinações da Assembleia Geral e dará cumprimento às normas legais, estatutárias e regimentais. A Assembleia Geral do Ecad é formada por sete associações:
  • Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes);
  • Amar (Associação de Músicos Arranjadores e Regentes);
  • Sbacem (Sociedade Brasileira de Autores Compositores e Escritores de Música);
  • Sicam (Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais);
  • Socinpro (Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais); 
  • UBC (União Brasileira de Compositores);
  • Assim (Associação de Intérpretes e Músicos);
   Antigamente, também faziam parte: Abrac (Associação Brasileira da Canção), Anacim (Associação Nacional de Autores Compositores Intérpretes de Música), e a Sadembra (Sociedade Administradora de Direitos Execução Musical do Brasil).

 Como funciona?


  Para utilizar músicas em local de frequência coletiva, é preciso solicitar uma autorização prévia ao Ecad, que é o representante legal dos autores, intérpretes e demais titulares. O pagamento do direito autoral é a retribuição ao autor pelo uso de sua música. Os principais usuários do Ecad são casas de show, boates, bares/restaurantes, emissoras de rádio e televisão, motéis, academias de ginástica e dança, shopping centers, formaturas, casamentos, lojas, consultórios, salões de beleza, enfim, qualquer pessoa, física ou jurídica, que promova a veiculação de música, mecânica ou ao vivo fora do ambiente residencial.

 Como arrecadam?


  O cálculo do direito autoral é realizado de acordo com as regras contidas no regulamento de arrecadação, sendo a sua tabela de preços definida pelas associações que integram o Ecad. Os valores variam de acordo com a atividade do usuário, o tipo de utilização da música (ao vivo ou mecânica), a área sonorizada e a região socioeconômica. Podem também ser calculados através de um percentual sobre a receita bruta.

 O Ecad realiza seu papel com eficiência?


  Uma crítica é que o Ecad não arrecada de todos os usuários de música. Várias televisões e rádios comerciais, salas de cinema e prefeituras municipais não pagam ao Ecad. Nos últimos anos, a gerência jurídica da instituição vem combatendo esta prática.
  Em 2008, como exemplo, o Ecad conseguiu na justiça que a Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão pagasse à instituição 2,5% do faturamento como condição de licença.
  Outra forte crítica ao trabalho do órgão é que ele não distribui o dinheiro de forma equilibrada e justa, mas através de proporcionalidade ou da amostragem. Existem três formas de distribuição previstas no regulamento de distribuição do Ecad:
 - direta (shows, circo, micaretas/festejos populares, cinema, obras audiovisuais);
 - indireta (direitos gerais, rádio, televisão);
 - indireta especial (carnaval, festa junina e músico acompanhante).
  O valor distribuído em 2008 aos titulares de direitos autorais (autores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos) foi de aproximadamente R$ 271 milhões. Segundo o Ecad, entre 2000 e 2008 a distribuição de direitos autorais deu um salto de 222% no Brasil.


 Como e quanto recebe o autor da obra?


  O Ecad não repassa o dinheiro diretamente para o autor. Retém 17% da receita arrecadada, usando-a para o pagamento de despesas operacionais e de seus funcionários. Então o Ecad repassa a receita líquida para as sociedades de autor. A sociedade de autor retém 6% (calculo sobre o valor arrecadado) e repassa o restante para a editora, a gravadora ou diretamente para o autor.
  Caso o autor deseje "dispensar a arrecadação de seus direitos autorais", deve solicitar com antecedência, o não recolhimento (renúncia) desses direitos em determinado show, citando data, local e repertório do show. Em seguida, deve encaminhar a solicitação de liberação do show para a sua editora (caso suas obras sejam editadas) ou para a sua sociedade de autor (caso seja vinculado a alguma), ou ainda diretamente para o Ecad da região onde o show ocorrerá (caso não seja filiado à sociedade de autor).



Música Ltda. O Negócio da Música para Empreendedores - Leonardo Salazar

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Anatomia e Timbre do Violão

Anatomia


  De maneira geral, todos os tipos de violão produzem sons musicais segundo o mesmo princípio. Ao ser tocada, a corda recebe energia que a faz vibrar. No entanto, essa vibração não é suficiente para, sozinha, produzir no ar ondas sonoras que possam ser claramente ouvidas.
 Neste aspecto, a corda do violão pode ser considerada como um diapasão. O diapasão também vibra quando tocado, mas só é audível quando colocado em contato com uma massa de densidade mais baixa, que pode transmitir as vibrações ao ar com maior eficiência.
 É por essa razão que o violão tem corpo oco. O corpo é uma caixa acústica cuidadosamente desenhada. A energia das cordas em vibração é transferida à caixa acústica através do rastilho e do cavalete, sobre os quais as cordas passam. A caixa vibra, então, em simpatia com as cordas do violão para gerar, no ar, ondas sonoras "amplificadas" - e portanto, audíveis. Estas ondas sonoras podem ser ouvidas a uma distância razoável do instrumento. Em outras palavras, é a caixa acústica a responsável pela projeção e volume do violão.
 Uma maneira simples de ilustrar este princípio é tocar um violão ao lado de uma guitarra elétrica maciça, que não esteja ligada ao amplificador. O som da guitarra será muito mais baixo, pois seu corpo sólido constitui principalmente um apoio para o cavalete, os captadores e os controles. Por não ter caixa acústica, gera ondas sonoras muito mais fracas.
 Resumindo, o violão amplifica acusticamente o som das cordas em vibração, através do formato do corpo. Mas o som de uma guitarra elétrica maciça precisa ser amplificado eletronicamente, por meio de um amplificador e alto-falantes.

Timbre


 Todo violão bem construído deve ter boa projeção e volume. Isso significa que o violão deve fazer uso eficiente da energia inicial aplicada pelo músico ao tocar as cordas. No entanto, ao ouvir dois violões de boa qualidade, eles certamente soarão de maneira diferente. Essa qualidade é chamada de timbre do instrumento.
 Uma nota musical nunca soa sozinha: uma série de outras notas soa ao mesmo tempo, como que sobrepostas, completando o som principal. Dependendo de uma série de fatores, algumas dessas notas podem soar com maior intensidade, destacando-se mais do que as outras. A essa qualidade do som é que se dá o nome de timbre; é o timbre que diferencia um instrumento do outro, embora ambos estejam tocando a mesma nota.
 Fabricantes de violões (conhecidos como "luthiers") têm teorias variadas e contraditórias a respeito do porquê um violão tem timbre bom ou ruim. É muito difícil, senão impossível, isolar um de uma série de fatores interligados, que determinam a característica tonal. No entanto, no que se refere ao timbre, o tampo é a parte mais importante do violão.
 Teoricamente, uma solução para o problema seria construir uma série de violões com pequenas diferenças nos detalhes de construção. Assim se poderia estabelecer, de uma maneira ou de outra, o que determina a qualidade do timbre. É o que fazem, na prática, os principais fabricantes.
 Alteram ligeiramente seu "design" para conseguir instrumentos com as características de som desejadas por determinados tipos de consumidores. Mas não se pode esquecer de que não existem duas peças iguais de madeira. Assim, dois violões nunca têm exatamente o mesmo timbre. Até certo ponto, cada violão é único.
 Como regra geral, os violões devem ter uma gradação de timbre homogênea, desde a nota mais baixa nos bordões aos agudos mais altos. Não devem existir "pontos mortos", onde o timbre ou o volume se alterem, nem devem acontecer efeitos harmônicos demasiadamente acentuados.
 Pequenas diferenças na construção de violões de tampo plano podem resultar em variações tonais que tornam certos instrumentos mais apropriados para determinados estilos e tipos de música.


Toque Violão & Guitarra - Editora rioGráfica

domingo, 31 de julho de 2016

Musicalização e Suas Contribuições

   Gostei deste texto e resolvi compartilhar, por acreditar que a autoavaliação e a troca de ideias e informações precisam estar presentes em nossa prática educacional, como forma de melhorarmos e crescermos sempre.
   Dando sequência ao assunto postado anteriormente, esta leitura é direcionada aqueles que já exercem a profissão, e aos que atuarão com a educação musical.
   Aproveito para lançar um desafio: - você consegue ampliar a lista citada a seguir?
   Bem, vamos lá!!


   No livro de Weigel, o trecho compartilhado reforça a importância da musicalização e cita alguns objetivos da música destinados ao período pré-escolarA autora expõe que explorar o som, o ritmo e o movimento significa descoberta e vivência, pela própria criança, de vários elementos como:
   - os diversos timbres (características do som) existentes;
   - a duração (curto e longo...), altura (grave e agudo), orientação espacial (frente, trás, lado direito, lado esquerdo...), de onde vem o som;
   - que o som pode variar de intensidade (forte e fraco) ou ser repetido;
   - a variedade e riqueza de sons e movimentos produzidos a partir de nosso corpo;
   - uma grande variedade de sons e movimentos que podem ser inventados;
  - variedade de sons e movimentos produzidos pelos seres e demais elementos da natureza;
   - silêncio (pausas);
   - existência da unidade de movimento (ritmo) em nosso corpo e em tudo que nos rodeia;
   - variação de ritmos, envolvendo percepção, discriminação e memória auditiva;
   - prática rítmica partindo da palavra;
   - andamento (lentos, moderados, rápidos);
   - situações que envolvam o controle da respiração;
   - situações que aperfeiçoem o desenvolvimento rítmico e controle motor;
   - situações que favoreçam uma melhor aquisição das noções de tempo e espaço;
   - atividades criadoras musicais;



Brincando de Música - Anna Maria Gonçalves Weigel

domingo, 26 de junho de 2016

Influência Musical nos Primeiros Anos de Vida

 Confúcio, pensador e filósofo chinês, já dizia: "as palavras podem mentir, os homens podem fingir, somente a música é incapaz de nos enganar..."
 Além de arte, música é a ciência de organizar os sons de maneira agradável ao ouvido. É uma linguagem capaz de despertar e exprimir sentimentos.
 A influência da música sobre o organismo humano se traduz por efeitos sensitivos e motores cuja intensidade varia segundo diferenças individuais.
 Pelo fato de representar uma atividade natural na vida da criança, a música pode contribuir muito para o seu desenvolvimento harmônico e global.
 A música pode criar emoções, liberar energias e provocar muitas outras ações dinâmicas ou inibidoras. Ela atua nas fibras mais sensíveis do ser, através das experiências emotivas que proporciona, como por exemplo, o prazer, que é uma forma de emoção. Daí o fato da criança recém-nascida já se concentrar na audição de música, adormecendo com facilidade ao som de cantigas de ninar.
 Sons estranhos, como uma campainha, apitos, relógios, etc, também despertam a atenção dos bebês. Eles reagem ritmicamente a esses estímulos pela movimentação total do corpo.

 Ao observar o quanto uma criança sente-se feliz cantarolando, mesmo estando sozinha, constatamos o poder da música e sua atuação nos sentimentos infantis mais profundos.
 Pode-se também observar facilmente a emoção causada por uma canção triste ou a animação despertada por outra, mais ritmada, que a criança alegremente acompanha com batidas de mãos e pés. E, na medida em que se sentir empolgada pela canção, maiores serão as oscilações de seu corpo.

 Segundo o psicólogo e pediatra Arnold Lucius Gesell, com aproximadamente 2 anos, a criança consegue reproduzir canções com versos incompletos, geralmente fora de tom. A reação rítmica é bastante acentuada. 

 Mais ou menos aos 3 e 4 anos, a criança reproduz várias melodias pequenas e simples, reconhecendo facilmente algumas delas. Os instrumentos rítmicos a interessam. O controle da voz se torna cada vez mais perfeito e a linguagem vai se completando. Nessa idade, a criança aprecia dramatizar as canções, participa com agrado dos jogos cantados e memoriza numerosos cânticos.

 Ao longo dos 5 e 6 anos, a coordenação dos movimentos de mãos e pés com a música costuma ser feita de forma sincrônica.
 Na dança, a criança passa a revelar equilíbrio rítmico, o que influi na precisão dos movimentos. Com sua curiosidade intensa, experimenta com prazer todo o instrumento de uma banda rítmica.

 Vale registrar que as etapas acima descritas não são rígidas; podem variar de criança para criança.



Brincando de Música - Ana Maria Gonçalves Weigel

domingo, 29 de maio de 2016

Início e Evolução da Guitarra

 No início da década de 1930, a guitarra ganhou importância e começou a substituir o banjo nos grupos de jazz. 
  Devido ao desenvolvimento técnico da guitarra e a intérpretes como Freddie Green, e Eddie Lang (acompanhante de Bing Crosby e Paul Whiteman). Numerosos banjoístas, influenciados por Lang, acabaram migrando para a guitarra.
 Eddie Lang e o guitarrista de blues Lonnie Johnson demonstraram que os solos podiam ser interpretados com a guitarra, o que até então, eram tipicamente executados pelos instrumentos de sopro.


 Nessa época, emergiram impetuosamente os primeiros solistas, e entre eles, destacou-se Django Reinhardt (Bélgica), e George Van Eps (EUA) que trocou o banjo pela guitarra.
 A guitarra amplifônica surgiu como tentativa de encontrar um instrumento capaz de atuar como solista numa jazz band com formação padrão.



 Entre os que usaram esse instrumento, destacam-se Oscar Aleman e Eddie Durham, primeiro a realizar gravações com a Gibson ES150 em 1938, e que atraiu a atenção daquele que viria a se tornar lenda, Charlie Christian.



 Em 1938, Tiny Grimes também optou pela guitarra, escolhendo um modelo de apenas quatro cordas. "Dizem os peritos, que a escolha por este instrumento deve-se ao fato de que os guitarristas de blues habitualmente só utilizavam quatro das seis cordas".
 Apesar das aproximações de todos esses músicos ao modelo elétrico, o instrumento só deixou marcas importantes nos círculos musicais quando Charlie Christian apareceu, pois, com sua enorme capacidade expressiva, tornou um modelo para a maioria dos músicos.
 Charlie Christian (1916 à 1942), foi um dos primeiros a amplificar sua guitarra. Sem dúvida, foi o solista mais brilhante de sua época, influenciando os guitarristas do estilo bebop (caracterizado por pequenas formações e melodias muito rápidas ou muito lentas).
 Neste mesmo período, inovações e melhorias técnicas na produção das guitarras permitiram manter a clareza do som e obter mais volume. Os instrumentistas adotaram um modo mais quente de tocar, e o virtuosismo técnico de muitos deles, permitiu aplicar à guitarra algumas ideias já abandonadas e que eram defendidas por grandes instrumentistas de sopro, como Charlie Parker ou Miles Davis.


 Entre os guitarristas que reinventaram a linguagem no instrumento, menciona-se Billy Bauer, conhecido por seus improvisos. Neste contexto cabe também citar Tal Farlow, Howard Roberts, Oscar Moore, Herb Ellis, Barney Kessel, Kenny Burrell, Jim Hall, Pat Martino ou o lendário Wes Montgomery.

 Montgomery, músico de Indianápolis, tocava com o polegar em vez de utilizar a palheta, permitindo deixar seus dedos livres para tocar oitavas e extrair uma sonoridade diferenciada e única no instrumento, o que tornou sua identidade. O músico foi considerado pelos críticos como o mais importante e influente guitarrista de jazz após Charlie Christian.


 No fim da década de 1960, com o êxito do rock e a consequente experimentação aliada a novos recursos técnicos e expressivos, os guitarristas de jazz criaram o jazz-rock, um estilo no qual a guitarra tinha um papel determinante. Surgiram mais talentos, que com suas guitarras maciças e semisólidas, exploravam novos conceitos rítmicos. Entre esses talentos, cita-se: John Beck, Larry Coryell e John McLaughlin.


 Durante a década de 1980, apareceram grupos nos quais alguns guitarristas da elite ocuparam lugar de destaque servindo-se de instrumentos elétricos. Foi o caso de Al Di Meola, Sonny Sharrock, Mike Stern e John Scofield. Contudo, alguns guitarristas como Joe Pass, Jim Hall, Earl Klugh, Kenny Burrell e o próprio Al Di Meola ainda mantinham-se fiéis aos modelos acústicos.


 Nesta mesma década, apareceu também o sintetizador de guitarra. Oportunidade que vários intérpretes fizeram uso. Entre eles, menciona-se Pat Metheny, Al Di Meola, John Abercrombie, Kazumi Watanabe (Japão) e Allan Holdsworth (Reino Unido).



 Há três décadas a guitarra de jazz participa em diversos estilos sem precedentes, levando vários artistas a explorar novas perspectivas de interpretação.
 Entre os guitarristas contemporâneos que adotaram novas técnicas destacam-se James "Blood" Ulmer, Derek Bailey e o grande ex-pianista Stanley Jordan, criador de uma técnica própria que consiste em tocar as cordas da guitarra com ambas mãos, permitindo interpretar linhas melódicas independentes, como num instrumento de teclas.




Coleção Instrumentos Musicais, nº 9, ed. Salvat;