Ressalvo que o conteúdo a seguir foi extraído do jogo Festival da MPB, desenvolvido e compartilhado pela revista Educar Para Crescer.
Soul Music
Sebastião Maia (Tim Maia) foi para os Estados Unidos em 1959, quando escutou pela primeira vez a Soul Music. Deportado para o Brasil, Tim passou a usar sua experiência para modernizar o rock que vinha sendo feito no país. Lançou então, canções que perduram até hoje como: Azul da cor do Mar, Não quero Dinheiro, entre outras.
Em 1975, afastado das drogas, sem comer carne e vestindo-se de branco, o cantor se definia como representante da Cultura Racional, período em que lançou os discos que podem ser considerados como pérolas da Soul Music brasileira.
Depois que Tim Maia distanciou da Cultura Racional, continuou lançando discos de Soul. Entre eles, "Tim Maia Disco Club" com a banda Black Rio.
Tim Maia, Banda Black Rio, Cassiano, Hyldon, e Toni Tornado são alguns nomes da Soul Music Brasileira.
Novo Nordeste
Enquanto a bossa nova e a canção de protesto iam enfraquecendo devido à repressão militar, uma turma nordestina tomou rumo em direção ao eixo Rio-São Paulo onde concentrava a agitação cultural da época.
Atualmente, esses são os nomes mais famosos da música nordestina, contudo, Ricardo Bezerra e Amelinha também podem ser listados como autênticos representantes do gênero.
Os nordestinos cantam a realidade da terra natal que deixaram pra trás. Os arranjos musicais ora tendem para o experimentalismo, ora resgatam os ritmos nordestinos. Suas letras, muitas vezes bastante dramáticas, chamam a atenção pela poesia.
Belchior, Ednardo, Fagner, Alceu Valença, Amelinha e Ricardo Bezerra são alguns nomes deste movimento.
Vanguarda Paulistana
Em 1979, havia uma loja de móveis no bairro de Pinheiros (São Paulo) onde um pequeno teatro foi improvisado. Durante seis anos, diversas bandas e artistas iniciaram uma proposta, e começaram a lançar suas obras de forma independente, pois estavam descontentes com o domínio das grandes gravadoras que não tinham mais interesse em promover novos nomes no mercado musical do país. Na década de 1980, esse ideal também se propagou para os campos das artes plásticas, cinema, literatura e teatro, formando o caldeirão dos independentes.
A turma reunida nesse movimento, apelidada de "malditos", são lembrados hoje como os membros da Vanguarda Paulistana.
Entre eles, encontra-se: Ná Ozetti, Grupo Rumo, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Premetidanto o Breque, Titãs, Ultraje a Rigor, Língua de Trapo.
Sertanejo-Pop
A música sertaneja começou no início do século XX, mas foi a partir de 1980 que ela viveu a sua era mais moderna, o Sertanejo Pop.
Diferentemente das décadas anteriores, em que predominavam os violões e as violas caipiras, o Sertanejo-Pop deu outra roupagem no gênero quando agregou as guitarras elétricas, e conforme foi evoluindo, promoveu também uma mudança nos costumes, aproximando a cultura sertaneja brasileira do Country dos Estados Unidos.
Novas vertentes continuam surgindo, um exemplo é o denominado sertanejo universitário.
Chitãozinho e Xororó, Sérgio Reis, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, Zezé de Camargo e Luciano, Chrystian e Ralf, entre outros, são alguns nomes do gênero.
Chitãozinho e Xororó, Sérgio Reis, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, Zezé de Camargo e Luciano, Chrystian e Ralf, entre outros, são alguns nomes do gênero.
Pop
Período explosivo: a partir de 1980
Para a maioria dos estudiosos, o termo "pop" é toda música "comercial e acessível". Este rótulo tem a ver com o que a indústria musical produzia a partir da década de 1980, quando as músicas se prenderam a fórmulas de composição destinadas ao sucesso comercial. Enquanto alguns se ancoravam nessa padronização empobrecedora, uma série de artistas surgiu com a proposta de não se prender a tal padrão. Entre eles, cita-se: Lenine, Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes, Marisa Monte, e Carlinhos Brown.
Para a maioria dos estudiosos, o termo "pop" é toda música "comercial e acessível". Este rótulo tem a ver com o que a indústria musical produzia a partir da década de 1980, quando as músicas se prenderam a fórmulas de composição destinadas ao sucesso comercial. Enquanto alguns se ancoravam nessa padronização empobrecedora, uma série de artistas surgiu com a proposta de não se prender a tal padrão. Entre eles, cita-se: Lenine, Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes, Marisa Monte, e Carlinhos Brown.
Pagode
Na época da escravidão, a palavra pagode era usada para nomear as festas que os escravos faziam nas senzalas. Já em 1970, essa mesma palavra designava os sambas de roda que aconteciam nas casas do subúrbio carioca.
De caráter popular e com letras de temáticas românticas, o samba começou a ganhar variantes, até ser finalmente comercializado como pagode na década de 1980.
O grupo Fundo de Quintal, considerado o primeiro do gênero, também foi pioneiro na instrumentação introduzindo o repique de mão, o tantã e o banjo com braço de cavaco.
Grupos mais tradicionais de pagode continuam tendo o partido-alto e o samba como influência principal.
Entre inúmeros artistas e nomes, encontramos: Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Os Originais do Samba, Jorge Aragão, Beth Carvalho, Jovelina Pérola Negra, Arlindo Cruz, Sombrinha, Só Pra Contrariar, etc.
BRock ou Rock Brasil
Período explosivo: 1982 a 1990
Em 1982, no Rio de Janeiro, Agenor (Cazuza), ainda desconhecido do público, fez sua estreia na casa de shows chamada Circo Voador. Esse rapaz foi um dos grandes protagonistas do genuíno rock brasileiro, fortemente marcado pela postura crítica, rebelde e inconformada em relação ao país.
Cazuza, Barão Vermelho, Legião Urbana, Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, Blitz, Ira, Titãs, RPM, Ultraje a Rigor, Lulu Santos, Ritchie, Léo Jaime, Voluntários da Pátria, Capital Inicial (pós-Aborto Elétrico), Engenheiros do Hawai, e Lobão, são alguns nomes do rock genuinamente brasileiro.
O BRock foi desaparecendo por volta de 1990. Época em que outros gêneros mais comerciais começaram a ganhar espaço.
Rap
Período explosivo: 1988 em diante
A proposta é cantar problemas vividos pelos moradores dos bairros afastados do centro. Violência, criminalidade, sistema carcerário, pobreza e falta de perspectivas são tratadas de forma crua e direta, com letras hiper-realistas e atuais.
Com batidas fortes, graves e recheadas de rimas bem elaboradas, inúmeros artistas deram voz a uma classe que raramente aparecia.
Além dos Racionais MC's, cita-se: 509-E, Sabotage, RZO, e Thaíde.
Manguebeat
Período explosivo: anos 1990
Cansados do descaso político e cultural brasileiro, que valorizava apenas o eixo Rio-São Paulo, jovens recifenses fundaram o movimento Manguebeat, com intuito de se fazer notar e voltar os olhos para sua cultura local.
O Manguebeat foi manifestado formalmente em 1992 por Fred Zero Quatro, fundador da banda Mundo Livre S/A, através de um texto intitulado "Caranguejos com Cérebro". Nele, o cantor define o ambiente recifense como o Manguetown, e atenta para a necessidade de mudança. Outra figura importante para o movimento Manguebeat foi o cantor Chico Science, fundador da banda Nação Zumbi.
Entre os nomes, cita-se: Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Mestre Ambrósio, Faces do Subúrbio, Eddie, Via Sat, Querosene Jacaré, e Jorge Cabeleira.
Axé
Sob mistura de diversos ritmos africanos e afrobrasileiros como o lundú e o afoxé, caribenhos como o merengue e a salsa, o Axé surgiu no cenário baiano na década de 1980, mas ampliou horizontes apenas na década seguinte, através da atuação de duas cantoras: Daniela Mercury e Margareth Menezes. Outros grupos como Olodum, Timbalada, É o Tchan, e Ivete Sangalo, levaram o Axé para as rádios e para as maiores gravadoras do Brasil.
Na década de 1990, shows de Axé também ganharam produções megalomaníacas. Eram realizados para grandes públicos e exibiam um infraestrutura que veio dar exemplo para o show business.
Daniela Mercury, Margareth Menezes, Ivete Sangalo, É o Tchan, Claudia Leitte, Banda Reflexus, Banda Beijo, Banda Eva, Muzemza, Ile Aiyé, Olodum, e Timbalada são alguns nomes do gênero.
Educar para Crescer - Editora Abril