Neste mesmo ano nasceu Antonio Carlos Gomes (Tonico), oitavo filho do maestro José Manuel Gomes (Nhô Maneco Músico) e de dona Fabiana Maria Jaguari Cardoso, sua terceira esposa. Diga-se de passagem que o Maneco Músico já tinha doze filhos do segundo casamento.
Em 1844, com oito anos de idade, ladrões entraram em sua casa para roubar-lhes um valioso violoncelo, e dona Fabiana lutando em defesa do raro instrumento foi mortalmente ferida.
Órfão e assustado, seu destino mudou de rumo. Maneco, seu pai, casou-se novamente e teve mais seis filhos.
Tonico entrou na escola pública, aprendeu o ofício de alfaiate, e nas noites, ele e alguns irmãos recebiam aulas de música do pai. Desde então, apegou-se muito por José Pedro (rabequista), seu irmão mais velho e predileto.
Na juventude, Tonico ao piano e José Pedro no violino eram constantemente convidados para se apresentar nos saraus de Campinas e arredores, e como seus nomes já eram populares na região, os irmãos campineiros passaram a se apresentar nas residências de aristocrátas em São Paulo.
A contragosto do pai, Carlos Gomes matriculou-se no Conservatório do Rio de Janeiro, na época dirigido por Francisco Manuel (autor do Hino Hacional). Seu sucesso chamou a atenção de Dom Pedro II, que o acolheu pessoalmente sob sua proteção e mais tarde, o enviou para estudar em Milão, centro da música na Itália. Duas operetas compostas por Tonico, arrancaram aplausos e elogios do exigente público italiano.
Certo dia na Itália, um ambulante ofereceu a Carlos Gomes um libreto contendo a obra máxima de José de Alencar: "II Guarany - Romanzo Brasiliano". Inspirado nesta, o maestro deu vida a ópera "O Guarani", e novamente foi ovacionado pela platéia italiana, que delirou.
Giuseppe Verdi, monstro sagrado da ópera, ao assistir os ensaios exclamou: "Questo giovane comincia da dove finisco io" (Este jovem começa donde terminei).
O compositor brasileiro entrou para a galeria dos grandes musicistas de todo o mundo. Ainda assim, Carlos Gomes estava numa situação inversa ao seu talento e prestígio, vivia com pouco recurso financeiro. Tinha muitas dívidas, morava modestamente e sem nenhum conforto num apertado sótão em Milão. Casou-se com uma pianista italiana, com quem teve três filhos. Sua esposa exigia gastos extraordinários por ter uma saúde doentia e frágil. Nesta época, o maestro era ajudado financeiramente pelo querido irmão José Pedro, assim como recebia também auxílio de D. Pedro II.
O maestro recebia muitas acusações brasileiras, como ser chamado de "brasileiro ingrato", "italiano", e entre outras, diziam que havia plagiado "O Guarani" de um autor anônimo. Sua situação financeira agravara-se, morreu sua esposa, e com poucos recursos teve que cuidar de seus três filhos enquanto atendia as encomendas musicais que lhe faziam.
Do governo brasileiro não chegava mais nenhum auxílio, apenas o Imperador lhe enviava pequena contribuição tirada do próprio bolso. Apareceram os primeiros sintomas de um câncer na língua provindo do hábito de fumar charutos. Agravando mais a situação, sobrevém a proclamação da República e o maestro percebe com angústia, que passara a ser "persona non grata" em seu próprio país.
Doente, pobre, endividado e mal visto pelos novos donos do poder, Carlos Gomes sentia estar próximo do fim. Um dos filhos, Carlos André, falecera.
Em 14 de maio de 1896, o enfermo e alquebrado Carlos Gomes assume o cargo de diretor do Conservatório de Música do Pará, mas em 16 de setembro do mesmo ano, o maestro entrega sua alma a Deus.
A contragosto do pai, Carlos Gomes matriculou-se no Conservatório do Rio de Janeiro, na época dirigido por Francisco Manuel (autor do Hino Hacional). Seu sucesso chamou a atenção de Dom Pedro II, que o acolheu pessoalmente sob sua proteção e mais tarde, o enviou para estudar em Milão, centro da música na Itália. Duas operetas compostas por Tonico, arrancaram aplausos e elogios do exigente público italiano.
Certo dia na Itália, um ambulante ofereceu a Carlos Gomes um libreto contendo a obra máxima de José de Alencar: "II Guarany - Romanzo Brasiliano". Inspirado nesta, o maestro deu vida a ópera "O Guarani", e novamente foi ovacionado pela platéia italiana, que delirou.

O maestro recebia muitas acusações brasileiras, como ser chamado de "brasileiro ingrato", "italiano", e entre outras, diziam que havia plagiado "O Guarani" de um autor anônimo. Sua situação financeira agravara-se, morreu sua esposa, e com poucos recursos teve que cuidar de seus três filhos enquanto atendia as encomendas musicais que lhe faziam.
Doente, pobre, endividado e mal visto pelos novos donos do poder, Carlos Gomes sentia estar próximo do fim. Um dos filhos, Carlos André, falecera.
Em 14 de maio de 1896, o enfermo e alquebrado Carlos Gomes assume o cargo de diretor do Conservatório de Música do Pará, mas em 16 de setembro do mesmo ano, o maestro entrega sua alma a Deus.
Histórias Que A História Não Conta (Paulo Nathanael Pereira de Souza);
site: A Campinas de Carlos Gomes;
site: A Campinas de Carlos Gomes;