Falta pouco para iniciarmos o novo ciclo de 365 dias.
Desejo do fundo do coração que este novo ano seja próspero para todos!!
Muita música!!!
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Desejo do fundo do coração que este novo ano seja próspero para todos!!
Muita música!!!
A propagação do negócio, aumentou muito a fama do compositor Cartola entre os sambistas e o "asfalto". Seu parceiro Aluísio Dias, que batalhava nos pontos dos cantores para "colocar" este ou aquele samba, não conseguia convencer o amigo para descer até a cidade e mostrar seu trabalho. Cartola, que em qualquer outra situação mantinha a altivez e a dignidade, dizia que não iria implorar nada a ninguém. Quem quisesse samba seu que tratasse de sujar a barra da calça na lama das ladeiras de Mangueira e fosse buscá-lo no morro. Ele não iria à cidade.
Por fim, a cidade foi a ele. E de maneira mais gloriosa. Com a popularização do chamado samba-de-morro, Noel Rosa percebeu de imediato a qualidade musical dos compositores daquela área e interessou-se pela técnica instintiva de criação, pela engenhosidade nata, pelo talento natural dos brilhantes criadores de origem humilde. Acabou por aproximar-se deles e o que aconteceu foi uma proveitosa troca de experiências: o poeta culto da cidade ensinando o que sabia de seu lado da moeda e aprendendo a outra face com os compositores de inspiração popular.Atravessando noites nas tendinhas do morro da Mangueira, era natural que Noel se aproximasse de Cartola. Em pouco tempo a amizade consolidou-se e a parceria transbordou, líquida e sonora. Os porres que a dupla tomava eram monumentais, e os sambas que faziam, lindos.
Antes de Cartola, o samba-de-morro tinha somente a primeira parte, a segunda era sempre improvisada. Mesmo como autodidata, estudando o braço do instrumento, Cartola desenvolveu a segunda parte do samba trocando experiências com Noel, compondo com ele, firmando a amizade, muitas vezes interferindo um na obra do outro, sem que isso aparecesse na parceria.Uma história curiosa da dupla , e que Cartola sempre reproduzia vitoriosamente, foi a de quando estavam completamente sem dinheiro num bar do Maracanã, quando apareceu o cantor Francisco Alves. Apesar da fama de avarento, tomaram coragem e foram pedir um dinheiro ao conhecido comprador de sambas. Depois de muito relutar, Francisco Alves fez o desafio. Daria cem mil réis (valor alto na época) a cada um, mas queria um samba composto na hora, um de Noel, outro de Cartola. "Tinha um chafariz na frete do botequim. Fomos para lá e em uma hora os dois sambas estavam prontos".
Por volta de 1932, o compositor da Mangueira tinha pronta a primeira parte de um samba. Qual foi o mal que eu te fiz. Noel gostou da ideia e fez a segunda parte, mas quando Francisco Alves comprou a composição, na hora de acertarem as contas, Noel não quis receber nada, dizendo que a colaboração dele fora mínima. A amizade cresceu muito e, quando Noel morreu, aos 26 anos, em maio de 1937, Cartola ficou abaladíssimo. Para o amigo, compôs um réquiem em forma de samba, chamado A Vila Emudeceu.
Lembrança e saudade de um ensaio muito produtivo e bom com o saxofonista e colega Hasegawa.
Brilhante músico que conheci nas ruas de Shizuoka, e que tive a honra de realizar um projeto musical.
I remember and miss a very productive and good rehearsal with the saxophonist and colleague Hasegawa.
Brilliant musician that I met on the streets of Shizuoka, and that I had the honor of carrying out a musical project.
fonte
Arquivo pessoal;
Carnaval; Di Cavalcanti |
Carro alegórico com a Lira do Sapho, do Clube dos Fenianos, 1913 |
Ismael Silva |
O Macaco é Outro |